Paternidade/Maternidade Responsável

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A função dos pais na criação, educação e formação da personalidade dos filhos sofreu mudanças positivas após a Constituição de 1988 e, especialmente, depois que a mulher passou a disputar o mercado de trabalho, levando ao estreitamento dos laços afetivos paternais e revelando que genitores podem ser tão bons na criação dos filhos quanto as mães.

Quem "se deu bem" com esse ineditismo foi o filho, que lucrou com a convivência e participação da figura paterna em sua vida. O homem deixou o medo para trás e passou a dar banho, trocar fralda, levar pra passear, pro médico, pra escola... A mulher também saiu ganhando, pois encontrou no homem um eficiente colaborador.

No entanto, infelizmente, após a separação do casal, o modelo antigo ainda hoje se revela forte o bastante para impedir que pais e mães tenham os mesmos direitos de convivência diária com os filhos. Importante lembrar que filho ama igualmente seus pais e precisa conviver com ambos, diariamente, a fim de assegurar seu desenvolvimento pleno e saudável. É seguro. É bom. É lei.

(publicado no Jornal da Comunidade)

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(Escrito por PATRICIA GARROTE, advogada especialista em Direito Civil e Direito de Família. Publicado no site em 2012. Todos os direitos autorais deste texto são reservados e protegidos pela Lei nº 9.610, de 19/2/1998. A reprodução desta publicação, no todo ou em parte, sem autorização expressa do autor ou sem mencionar a fonte, constitui violação dos direitos autorais.)