Guarda: O Novo Pai

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A dinâmica familiar mudou bastante nos últimos anos, provocando verdadeira revolução no Direito de Família. Primeiro, a Constituição Federal tratou de equilibrar a balança, atestando que homem e mulher são iguais em direitos e obrigações. Nos últimos meses fomos presenteados com a igualdade plena desses direitos e obrigações, independentemente da opção sexual, confirmando princípio pétreo imutável da dignidade humana. 

Quando a ordem jurídica finalmente colocou homem e mulher no mesmo nível, especialmente no que diz respeito ao Direito de Família, reconheceu que ambos possuem a mesma capacidade de criar, educar e assistir sua prole. Amparados por tal fundamento — o da igualdade —, muitos pais separados têm buscado exercer, de forma mais efetiva, unilateral ou compartilhada, a guarda dos filhos. Fruto de uma geração que cansou de ser "visita", em dias pré-determinados, esses pais demonstram habilidades e sentimentos antes apontados como sendo exclusivamente maternais, impondo um novo olhar sobre o instituto da guarda.

O novo pai deseja conviver diariamente com os filhos, levá-los à escola, à consulta médica, buscá-los na festinha, fazer dormir. Sabe educar, ajudar no dever de casa, chamar atenção, colocar no colo, dar amor, afeto, conforto e segurança. Busca a sonhada igualdade com a mãe no que se refere a tempo com os filhos, seu mais precioso tesouro.

(publicado no Jornal da Comunidade, 10/12/2011)


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